Como a Real Marine se tornou uma empresa CO2 Neutro

Reconhecer que nossas atividades causam impactos no meio ambiente é o primeiro passo para tomarmos ações a fim de reduzi-lo e assim tornar nossas atividades mais justas e sustentáveis. Mas como reconhecer nosso impacto sobre questões como o aquecimento global e fazer a compensação ambiental?

O termo sustentabilidade tem estado presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida atualmente e acabamos por adotar algumas práticas sustentáveis. 

Isso não é diferente com o mundo empresarial. Muitas corporações têm o desejo de incorporar a sustentabilidade em suas gestões, dando origem a uma produção e consumo mais consciente e harmonioso com o ambiente.

Infelizmente, se posicionar em relação às mudanças climáticas não tem sido uma prática comum entre as empresas brasileiras. Mas existem aquelas que o fazem e ao realizar se tornam pioneiras em um mercado de crescimento iminente no Brasil e assumem novos papéis frente ao consumidores, mostrando que se adequam à suas mudanças.

Uma das formas de quantificar, compensar e assim neutralizar o impacto que uma empresa tem no meio ambiente, é através do inventário de emissões de carbono

Assim, além de atuar efetivamente no combate às mudanças climáticas, ainda é possível usar e apoiar o uso dos recursos naturais de forma mais eficiente, descobrindo novas fontes de redução de custo. 

O case da Real Marine

A Real Marine foi criada em 2000 para atender a crescente demanda no porto de Santos, para controles de grãos a bordo. Atua em Consultorias e Perícias para Terminais e Exportadores de grãos para o mercado internacional de commodities.

Real Marine – Tratamento de milho em porão de navio

Em 2005 foi criada a Real Marine Agronomia, para atuar executando Fumigação e Expurgo em cargas de grãos e derivados, em silos e em porões de navios, de forma a cumprir exigências internacionais de Tratamentos Fitossanitários. Atualmente nos portos de Santos/SP, Vitória/ES, Rio Grande/RS, Paranaguá/PR e Santarém/PA.

Veja como foi o procedimento para a Real Marine conquistar o selo CO2 Neutro:

  • Inventário de Emissões

O primeiro passo foi escolher quais atividades fariam parte do inventário de emissões, ou seja, qual seria o escopo do inventário. A Real Marine optou por fazer o inventário das emissões de suas atividades diretas que englobou o tratamento fitossanitário realizado nos portos onde atua, e também das atividades indiretas, que incluem, transporte de produtos, obtenção de energia elétrica, deslocamento de funcionários de ida e volta ao trabalho e viagens à negócios.  

O primeiro passo consistiu em mapear todas essas as fontes de emissão que fazem parte do inventário e buscar todos os dados necessários para o preenchimento. Como, por exemplo, o controle do consumo de combustível de veículos, contas de energia elétrica e etc.

Assim todas as atividades da empresa foram avaliadas conforme sua emissão de gases de efeito estufa. Depois de quantificadas, as emissões foram convertidas em toneladas de CO2 equivalente. Para isso, foi necessário seguir o método e considerações da ferramenta GHG Protocol, do Registro Público de Emissões.

  • Neutralização de carbono e selo CO2 Neutro

Reconhecido e quantificado o impacto ambiental em termos de kg CO2, foi realizada a compensação ambiental através da neutralização de carbono. Assim, todas as emissões de carbono emitidas foram compensadas, na mesma proporção, pela aquisição de créditos de carbono do Projeto Ecomapuá. Dessa forma a Real Marine conquistou também o selo CO2 Neutro, da consultoria em sustentabilidade Eccaplan. No inventário do ano de 2018, a RM compensou 20.472 kg de CO2.

O Projeto Ecomapuá

Localizado a 30 horas de barco da capital Belém/PA, o projeto Ecomapuá tem elevada importância na conservação da Amazônia paraense. Com cerca de 90.000 hectares na Ilha de Marajó, na jusante do Rio Amazonas, a área é considerada de prioridade “extremamente alta” pelo Ministério do Meio Ambiente.

Projeto Ecomapuá

Com o projeto, a extração de recursos madeireiros foi proibida, reduzindo assim uma das principais causas do desmatamento da região. Além de conservar a rica biodiversidade da Amazônia, o projeto tem como objetivo encontrar alternativas de geração de renda para as comunidades locais e também contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. 

Hoje, mais de 100 famílias residem na área do projeto, e dependem dos recursos naturais da floresta para sobreviver. Para contribuir com o desenvolvimento da região, o projeto promove cursos nas comunidades locais para ensinar novas formas de subsistência e gerar fontes de renda.

O Sr. Pedro, morador da comunidade, explica “Hoje a gente pratica permacultura, eu já tenho meus peixes e galinhas. Isso ajuda muito, o projeto me deu o conhecimento e material necessário para eu começar com essas atividades”.

Projeto Ecomapuá

As diversas atividades florestais desenvolvidas incluem prestação de serviços ambientais, produção de óleos vegetais e de geração de energia renovável (todas atividades geradoras de créditos de carbono), além de atividades de reflorestamento, manejo de baixo impacto, geração de ativos ambientais. 

Esses projetos são viabilizados com o apoio financeiro de empresas como a Real Marine interessadas em compensar suas emissões de GEE ao custearem os serviços ambientais essenciais à qualidade de vida humana, como água, energia, alimentos, segurança contra desastres naturais, entre outros.