Relatório IPCC, Ambição NET ZERO, Emissões e Neutralização de Carbono

Como esses indicadores podem incentivar as empresas a compensarem seu impacto negativo?

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) é o órgão das Nações Unidas para avaliar a ciência relacionada às mudanças climáticas.

Os últimos relatórios são alarmantes: Especialistas do Painel Internacional sobre a Mudança Climática (IPCC) alertam que já ocorreram mudanças que serão “irreversíveis” durante “séculos ou milênios”. Esse grande estudo defende reduções “profundas” e “rápidas” das emissões.

Essas mudanças estão acontecendo com um aquecimento médio de apenas 1,1°C em relação aos níveis pré-industriais. O mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o órgão de maior autoridade do mundo em ciência do clima, conclui que isso é apenas uma amostra do que está por vir.

O sexto relatório do Grupo de Trabalho I do IPCC mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores. Limitar o aquecimento a este nível e evitar os impactos climáticos mais severos depende de ações nesta década.

Somente cortes ambiciosos nas emissões permitirão manter o aumento da temperatura global em 1,5°C, o limite que os cientistas dizem ser necessário para prevenir os piores impactos climáticos. Em um cenário de altas emissões, o IPCC constata que o mundo pode aquecer até 5,7°C até 2100 – com resultados catastróficos.

O secretário-geral das Nações Unidas reagiu ao relatório divulgado. Segundo António Guterres, o documento é “um código vermelho para a humanidade”, com uma evidência irrefutável: as emissões de gases a partir da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento estão sufocando o planeta e colocando bilhões de pessoas em risco (News, UN, 2021).

O que é possível ser feito?

Em virtude desses indicadores, há a necessidade de se repensar em como as empresas podem começar a agir em prol a mitigação dos impactos negativos que causam no Meio Ambiente. 

Existem Programas internacionais que evidenciam que o Futuro caminha pela neutralização de carbono.

Ambição Net Zero

O Ambição Net Zero é um programa de aceleração que visa desafiar e apoiar empresas integrantes do Pacto Global da ONU para que estabeleçam metas climáticas ambiciosas, alinhadas à ciência, e integrem o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (Ação Climática) e os objetivos do Acordo de Paris em suas estratégias de negócio. A Eccaplan já faz parte da Rede Pacto Global Brasil, com isso além de trabalhar em prol da Sustentabilidade agora ativamente mensura e aplica as ODS da ONU, visando contribuir cada dia mais pela Restauração do Planeta.

O programa Ambição Net Zero é uma oportunidade para que as empresas se tornem uma referência dentro da agenda climática nacional e internacional, reforçando o compromisso com uma atuação social e ambientalmente responsável, fomentando inovação, aumentando a resiliência, valor de mercado e sustentabilidade a longo prazo.

Essa  campanha internacional são portas de entrada para empresas aderirem à iniciativa Science-Based Targets (SBTi) nos maiores níveis de ambição que a iniciativa propõe (alinhamento com 1.5, que no longo prazo se traduz em neutralidade).

A SBTi é Iniciativa internacional do Pacto Global da ONU, CDP, WRI e WWF. Fornece diretrizes e ferramentas para empresas desenvolverem metas de redução de emissões de GEE alinhadas aos objetivos do Acordo de Paris.

O Ambição Net Zero é um programa para guiar as empresas por uma jornada rumo ao estabelecimento de metas baseadas na ciência, seguindo as diretrizes e fundamentos do SBTi com ambição alinhada às campanhas internacionais pelo clima.

Entenda a diferença entre net zero e neutralidade de carbono

A neutralidade de carbono é alcançada quando nenhum equivalente de dióxido de carbono é adicionado à atmosfera por uma organização, empresa, edifício ou país. Isso pode envolver a eliminação de emissões, a compensação delas ou uma combinação de ambas.

Ser net zero também significa não adicionar novas emissões à atmosfera, diz a Organização das Nações Unidas, que está coordenando a campanha global Race to Zero, que prevê zerar as emissões globalmente até 2050. No entanto, alcançar o status net zero é mais difícil, uma vez que ele envolve também a eliminação das emissões indiretas geradas por toda a cadeia de valor, incluindo fornecedores e clientes (Exame, 2021).

À medida que as alterações climáticas aumentaram a agenda dos líderes empresariais, o mesmo aconteceu com o conceito de neutralidade de carbono. Isso significa alcançar um resultado final de emissões zero de carbono para uma empresa, local, produto, marca ou evento medindo primeiro, e depois reduzindo as suas emissões na medida do possível e, em seguida, compensando as emissões restantes com uma quantidade equivalente de emissões evitadas ou compensadas.

Em contraste, net zero é um objetivo mais ambicioso que se aplica a toda a organização e sua cadeia de valor. Isso significa cortar as emissões indiretas de carbono dos fornecedores a montante até os usuários finais, um feito complexo num mundo no qual as empresas não controlam toda a sua cadeia de valor.

Como alcançar o Net Zero?

A adoção generalizada de metas net zero em todo o mundo é um fator importante na ação climática. O Acordo de Paris visa manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2 °C e envidar esforços para se manter em 1,5 °C. Enquanto isso, pesquisas mostram que, para evitar os piores impactos climáticos, as emissões de carbono precisam ser reduzidas à metade até 2030 e chegar a net zero em meados do século (Bureauveritas.pt/magazine, 2021).

A nível nacional, chegar a net zero requer reduções extensas nas emissões em relação ao normal, com remoções de emissões de carbono na atmosfera. Algumas das maiores economias do mundo, incluindo Japão, Reino Unido e França, estabeleceram uma meta de net zero para 2050, e a UE colocou esse objetivo no centro do Pacto Green Deal.

Num contexto corporativo, a definição de trabalho net zero é geralmente aceite como um estado em que as atividades dentro da cadeia de valor de uma empresa resultam em nenhum impacto líquido sobre o clima das emissões de carbono. Isso envolve definir e procurar uma meta de 1,5 °C baseada na ciência para emissões em toda a cadeia de valor, com remoções permanentes de uma quantidade igual de emissões de carbono da atmosfera para neutralizar quaisquer emissões restantes difíceis de eliminar (e apenas essas).

Emissões compensadas

Uma segunda diferença importante em relação ao net zero é que quaisquer emissões residuais (aquelas que se provam impossíveis de serem eliminadas) devem ser compensadas por meio da compra de remoção de gases de efeito estufa (GEE) que removem permanentemente uma quantidade equivalente de carbono da atmosfera. Isso pode incluir desde o reflorestamento – desde que as árvores permaneçam no solo por cerca de 100 anos – à captura e ao armazenamento direto de carbono no ar, onde as emissões são fisicamente removidas da atmosfera.

A neutralidade de carbono, por outro lado, permite que as emissões residuais sejam tratadas com a compra de compensações que levam a reduções ou eficiências de carbono. Como se vê, atingir o status net zero é um grande desafio. A boa notícia é que é cada vez maior o número de empresas dispostas a enfrentá-lo.

O que as Empresas Podem Fazer?

Conhecer suas emissões através de um Inventário de Emissões, planejar as metas baseadas na ciência para redução das emissões e compensar.

As empresas que procuram atingir uma meta net zero precisam de adotar uma abordagem multifacetada. Têm que reduzir as emissões de carbono das operações, gerir as reduções internas e da cadeia de abastecimento e compensar as emissões difíceis de evitar no curto prazo. Isso começa com dados precisos: para reduzir as emissões, primeiro é necessário entendê-las. Além disso, as empresas responsáveis ​​precisam de garantir que forneçam relatórios de dados precisos, completos e objetivos para comunicações transparentes e verificadas.

Para ir além da neutralidade de carbono e atingir o valor net zero, as empresas também precisam de ampliar a sua visão sobre o carbono.

Três Objetivos sobre as Emissões de Carbono

O objetivo 1 cobre emissões diretas de fontes próprias ou controladas, incluindo combustão de combustível no local, como caldeiras a gás, veículos de frota e ar-condicionado.

O objetivo 2 cobre as emissões indiretas, incluindo a produção de eletricidade, calor, frio  e vapor adquiridos e usados pela organização.

O objetivo 3 inclui todas as outras emissões indiretas que ocorrem na cadeia de valor de uma empresa. Estes são as mais difíceis de controlar, mas geralmente representam a maior parte do inventário de emissões de uma empresa, cobrindo aquelas associadas a fornecedores a montante, viagens de negócios, compras, resíduos e água e as fases de uso e final de vida dos produtos e serviços que produzem.

Como a Eccaplan pode ajudar:

A Eccaplan oferece serviços que auxiliam as empresas a identificarem seus impactos ambientais. Por meio da elaboração de Inventário de Gases de Efeito Estufa ou da Pegada de Carbono é possível inicialmente conhecer o impacto causado pela atividade e sequencialmente traçar planos de melhoria.

A elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é o primeiro passo para que uma instituição ou empresa possa avaliar como as suas atividades impactam o meio ambiente e identificar estratégias para contribuir para o combate às mudanças climáticas.

Nossa equipe conta com um time de profissionais especializados nos principais temas ambientais com visão estratégica para aplicar no seu negócio e torna-lo mais benéfico ao meio ambiente, priorizando os objetivos de desenvolvimento da ONU (ODS) e criando mais valor a empresa por meio do ESG (sigla americana que significa em inglês environment, social, governance).

Sua aplicação descreve de forma transparente qual é o ponto de vista financeira a respeito da qualidade do desempenho social, ambiental e da governança de uma empresa.

Realizamos Inventários de Emissões utilizando a metodologia GHG Protocol e auxilio na renovação do licenciamento ambiental para CETESB.

Além de relatórios de sustentabilidade nas diferentes diretrizes como: GRI – Global Reporting Initiative, ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial e CDP – Carbon Disclosure Project.

A elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é o primeiro passo para que uma instituição ou empresa possa avaliar como as suas atividades impactam o meio ambiente e identificar estratégias para contribuir para o combate às mudanças climáticas.

A Eccaplan aplica a metodologia do GHG Protocol (The Greenhouse Gas Protocol – A Corporate Accounting and Reporting Standard) em seus inventários de emissões.

O GHG Protocol foi desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) em associação com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), além de ter sido resultante de parcerias com empresas, ONGs e governos.

A ECCAPLAN também realiza Relatórios de Sustentabilidade com o objetivo de auxiliar organizações na gestão da sustentabilidade, fornecendo um diagnóstico de suas atuações socioambientais, analisando riscos e oportunidades para cada negócio, a fim de melhorar a performance das organizações sob a ótica das melhores práticas de sustentabilidade do Brasil e do mundo.

Principais benefícios:

*Identificar e priorizar ações para reduzir seu impacto ambiental.

*Orientar políticas da organização para mudanças climáticas.

*Subsídio para indicadores de performance.

*Avaliar potenciais projetos de crédito carbono.

*Traçar e alcançar metas de responsabilidade ambiental.

*Preparar-se para futuras políticas de emissões de GEE.

*Rotulagem ambiental.

Se você ainda não conhece o nosso trabalho, saiba que a sua marca ou empresa possui uma responsabilidade importante em contribuir para uma sociedade mais sustentável.

Dê mais um passo em direção à sustentabilidade, a Eccaplan tem a solução ambiental para sua empresa!

Fontes:

WRI Brasill <https://wribrasil.org.br/>

IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change <IPCC, 2021: Climate Change 2021: The Physical Science Basis.>

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações <https://antigo.mctic.gov.br/>

UN <https://news.un.org/pt/story/2021/08/1759292>

Brasil.elpais.com 

EXAME. Acesso em outubro de 2021 <https://exame.com/ciencia/diferenca-entre-net-zero-neutralidade-de-carbono/>.

BUREAUVERITAS. Acesso em outubro de 2021 <https://www.bureauveritas.pt/magazine/o-que-e-net-zero-e-como-se-chega-la>.

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