O consumidor sustentável não é mais um perfil de nicho.
Ele está presente nas decisões de compra do dia a dia, inclusive em categorias sensíveis ao preço, como alimentos, bebidas, cosméticos e produtos de higiene.
Mais do que intenção, hoje existem dados concretos que mostram essa mudança de comportamento.
E eles trazem um recado claro para as indústrias de bens de consumo: sustentabilidade já influencia receita, margem e posicionamento de marca.
O consumidor sustentável está disposto a pagar mais?
De acordo com a PwC Voice of the Consumer Survey 2024, pesquisa realizada com mais de 20 mil consumidores em 31 países:
• 80% afirmam que estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis
• O prêmio médio aceito é de 9,7% a mais no preço
• 85% relatam já sentir os impactos das mudanças climáticas no cotidiano
• 46% dizem que passaram a comprar mais produtos sustentáveis para reduzir seu impacto ambiental
Contudo, é verdade que o cenário econômico pressiona o orçamento.
31% apontam a inflação como principal risco e 62% esperam aumento nos gastos com alimentos. Ainda assim, sustentabilidade segue como critério relevante de escolha.
Em outras palavras, o consumidor compara preço, mas também compara propósito.

O peso final na decisão de compra
Quando falamos em consumidor sustentável, não estamos falando apenas de discurso ou branding verde.
Assim, a pesquisa mostra que os consumidores avaliam atributos concretos, como:
• Métodos de produção e reciclagem, 40%
• Embalagens ecofriendly, 38%
• Impacto positivo na natureza e conservação da água, 34%
• Cadeias produtivas com menor pegada de carbono
Portanto, existe uma busca por evidência. O consumidor quer saber como o produto foi feito e qual impacto ele gera.
Nesse sentido, uma gôndola com dezenas de opções semelhantes, esse tipo de informação pode ser o fator decisivo.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Para as indústrias de bens de consumo, isso muda a lógica estratégica.
Consequentemente, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma pauta institucional e passa a ocupar três frentes centrais:
1. Posicionamento de marca
2. Diferenciação no ponto de venda
3. Conexão direta com o consumidor final
Mais ainda, marcas que conseguem traduzir suas ações ambientais em mensagens claras e verificáveis tendem a construir mais confiança. E confiança, no varejo, se converte em preferência.
No entanto, comunicar sustentabilidade sem dados concretos é arriscado. O mercado está mais atento, e o consumidor também.

Da intenção à prática: medir, reduzir e compensar
Para transformar sustentabilidade em vantagem real, é preciso estrutura.
O caminho começa com:
• Inventário de emissões de gases de efeito estufa
• Plano de descarbonização com metas claras
• Compensação das emissões que ainda não podem ser reduzidas
• Comunicação transparente ao mercado
É nesse ponto que entra o trabalho da Eccaplan, que há mais de 16 anos atua apoiando empresas de diferentes portes na gestão climática.
Selo CO₂ Neutro na embalagem: impacto visível na gôndola
Além da elaboração do inventário de emissões, Escopos 1, 2 e 3, e do plano de descarbonização, a Eccaplan estrutura a compensação por meio de créditos de carbono certificados.
Como resultado, a empresa pode aplicar o Selo CO₂ Neutro diretamente na embalagem do produto.
Além disso, isso significa que a ação climática deixa de ser apenas um relatório técnico e passa a ser um diferencial competitivo visível ao consumidor, exatamente onde a decisão de compra acontece.
Caso prático: CARE Cosméticos
A CARE Cosméticos é um exemplo de marca que decidiu integrar gestão climática e posicionamento de mercado.
Ao realizar seu inventário de emissões e compensar seu impacto, a empresa passou a utilizar o Selo CO₂ Neutro em seus produtos.
Com isso, fortaleceu transparência, credibilidade e diferenciação no setor de cosméticos.
Geralmente, em um segmento altamente competitivo, essa decisão contribui para agregar valor percebido e reforçar coerência entre discurso e prática.
Consumidor sustentável: tendência consolidada
Quando 85% das pessoas afirmam já sentir os efeitos das mudanças climáticas, a sustentabilidade deixa de ser um tema distante.
Ela passa a fazer parte da rotina e, consequentemente, das escolhas de consumo.
Para as indústrias de bens de consumo, a pergunta estratégica já mudou. Não é mais se o consumidor sustentável existe, mas sim como atender essa demanda de forma consistente e mensurável.
Sua marca está preparada para esse consumidor?
Há um caminho para isso.
Em suma, empresas que desejam medir suas emissões, estruturar um plano de descarbonização, compensar impactos ambientais, aplicar o Selo CO₂ Neutro nas embalagens e fortalecer sua posição na gôndola e nos canais digitais precisam transformar sustentabilidade em gestão e gestão em comunicação clara.
O consumidor sustentável já está fazendo sua parte.
Agora, cabe às marcas decidir como querem se posicionar diante dessa nova realidade.
Transforme sustentabilidade em vantagem competitiva: fale com o nosso time e descubra como medir, reduzir, compensar e comunicar suas emissões com credibilidade.

