Mercado de carbono: o que é, como funciona e como participar

Entenda como funciona o mercado de carbono, seus benefícios, riscos e oportunidades para as empresas
Mercado de carbono Eccaplan e Carbonfair

O mercado de carbono é um instrumento que atua para transformar emissões, reduções e remoções de gases de efeito estufa (GEE) em ativos que podem ser registrados e negociados.

Dessa forma, cria incentivos econômicos para que empresas, governos e outras instituições minimizem as emissões e direcionem recursos para projetos e tecnologias de baixo carbono

Esse mercado, porém, envolve diferentes mecanismos, regras e tipos de ativos. De forma geral, permissões de emissão, créditos de carbono, mercado regulado e mercado voluntário são conceitos que se relacionam entre si, mas não significam a mesma coisa. 

Por isso, compreender essas diferenças é essencial para que as organizações possam avaliar obrigações, oportunidades e riscos, além de comunicar suas ações climáticas com clareza. 

Mercado de carbono: tudo o que sua empresa precisa saber

Em resumo:

      • O mercado de carbono reúne a negociação de ativos relacionados à emissão, redução, retenção ou remoção de gases de efeito estufa;

      • Cada crédito de carbono representa, em geral, 1 tonelada de CO₂ equivalente (tCO₂e) reduzida, retida ou removida;

      • O mercado regulado é criado pelo governo e está associado ao cumprimento de obrigações legais;

      • O mercado voluntário permite que organizações adquiram créditos por decisão própria, sem uma obrigação regulatória;

      • Uma permissão de emissão não é o mesmo que um crédito de carbono;

      • Reduzir emissões não significa, automaticamente, gerar créditos de carbono;

      • Integridade, verificação e rastreabilidade são essenciais para assegurar a credibilidade dos ativos.

    Esses conceitos ajudam a compreender como o mercado de carbono está estruturado e quais são as possibilidades de participação.

    Ao longo deste guia, você vai entender como funcionam os diferentes mercados, como os créditos são gerados e negociados e quais caminhos as empresas podem seguir para incorporar o carbono às suas estratégias climáticas.

    Soluções sustentáveis da Eccaplan

    O que é mercado de carbono?

    O mercado de carbono é um ambiente no qual negociam-se ativos relacionados às emissões de GEE. 

    Em síntese, seu objetivo é atribuir valor econômico ao carbono e, com isso, estimular a redução das emissões. Quanto mais limitada ou onerosa se torna a possibilidade de emitir, maior tende a ser o incentivo para investir em eficiência operacional, fontes renováveis, inovação e tecnologias de baixo carbono. 

    De acordo com o Grupo Banco Mundial, em 2026 já existem 87 políticas de precificação direta de carbono em operação no mundo, cobrindo pouco mais de 29% das emissões globais de gases de efeito estufa.

    Além disso, a cobertura dos sistemas de comércio de emissões triplicou desde 2016, passando de cerca de 8% para mais de 24% das emissões globais. 

    Esse avanço mostra que o carbono passou a fazer parte das decisões econômicas de governos e empresas, influenciando investimentos, custos operacionais, desenvolvimento tecnológico e gestão de riscos.

    Mercado de carbono e precificação de carbono: qual é a diferença?

    A precificação de carbono é um conceito mais amplo do que o de mercado de carbono. Principalmente porque reúne diferentes instrumentos econômicos utilizados para atribuir um custo às emissões de GEE.

    Portanto, nem toda forma de precificação envolve a negociação de ativos. Em um imposto sobre carbono, por exemplo, o preço é estabelecido pelo governo. Já em um sistema de comércio de emissões, o valor dos ativos pode variar conforme as regras e a dinâmica entre oferta e demanda.  

    Entre os principais mecanismos de preficificação, podemos listar:

    Entenda como funciona o mercado de carbono

    O funcionamento depende do tipo de mercado e das regras aplicáveis, com pequenas variações de país a país em termos de modelo, custos e focos econômicos. 

    Porém, de maneira geral, podemos afirmar que o processo envolve quatro elementos essenciais: 

    1. Mensuração: quantificação das emissões, reduções ou remoções; 
    2. Relato: consiste na organização das informações e sua apresentação conforme critérios previamente definidos; 
    3. Verificação: uma parte independente avalia a consistência dos dados; 
    4. Registro: realiza-se a identificação e cadastro dos ativos e suas movimentações a fim de assegurar rastreabilidade.

    No mercado regulado, esses processos ajudam a determinar quanto cada instalação emitiu e quais ativos deverá apresentar para cumprir suas obrigações. 

    Por sua vez, no mercado voluntário, eles se tornam fundamentais para demonstrar que os créditos foram gerados a partir de resultados climáticos reais, mensuráveis e verificáveis, aumentando a confiabilidade.

    Mercado regulado e voluntário: como eles se diferenciam?

    O poder público se incumbe da tarefa de criar o mercado regulado. Ao mesmo tempo, estabelece as obrigações para cada um dos setores, das instalações ou fontes abrangidas.

    Já o mercado voluntário permite que empresas e organizações adquiram créditos por decisão própria, com a finalidade de compensar as emissões que extrapolaram a meta determinada, por exemplo.  

    O quadro abaixo especifica os principais aspectos que contrastam os dois tipos de trading de carbono:

    Uma empresa pode participar dos dois ambientes simultaneamente. Em outras palavras, ela pode estar sujeita a obrigações em um mercado regulado e, paralelamente, adquirir créditos no mercado voluntário para apoiar projetos climáticos ou compensar determinadas emissões residuais. 

    Para aprofundar um pouco mais essa comparação, consulte nosso artigo sobre as diferenças entre mercado regulado e mercado voluntário.

    Sistema cap-and-trade: entenda o mecanismo

    Em tradução livre, cap-and-trade significa “limite e comércio”. 

    Claramente, nesse modelo, o governo estabelece um teto total para as emissões dos setores abrangidos — o cap — e cria permissões que podem ser distribuídas ou negociadas — o trade

    O funcionamento ocorre, de forma simplificada, de acordo com a sequência abaixo: 

        • o governo define o limite total de emissões; 

        • ocorre a distribuição ou leilão das permissões; 

        • as empresas monitoram e relatam suas emissões; 

        • os dados passam por verificação; 

        • cada empresa apresenta ativos suficientes para cobrir suas emissões; 

        • empresas com ativos excedentes podem negociá-los; 

        • empresas que precisam de mais ativos podem adquiri-los. 

      Essa etapa final desse processo é conhecida como conciliação. Nela, o operador precisa demonstrar que possui a quantidade de ativos exigida pelas regras do sistema. 

      É importante observar que uma empresa reduzir suas próprias emissões não significa que ela gerou automaticamente créditos de carbono.

      Deste modo, em um sistema cap-and-trade, a redução pode diminuir a necessidade de ativos ou resultar em permissões excedentes, dependendo das regras de alocação.

      Atualidades sobre o mercado de carbono no Brasil e no mundo, além das últimas informações sobre ESG.

      Crédito de carbono: definição

      O crédito de carbono é um ativo que representa, grosso modo, a redução, retenção ou remoção de 1 tonelada de dióxido de carbono equivalente, ou 1 tCO₂e. 

      O uso da expressão “dióxido de carbono equivalente” permite converter diferentes gases de efeito estufa, como metano e óxido nitroso, para uma unidade comum, considerando seu potencial de aquecimento global. 

      Os créditos podem ser originados de projetos e programas relacionados às atividades exemplificadas no infográfico a seguir.

      A existência de um projeto ambiental, no entanto, não significa que ele possa gerar créditos automaticamente. Para isso, é necessário seguir uma metodologia, estabelecer uma linha de base, monitorar os resultados e passar por processos de validação, verificação e registro.  

      Permissão de emissão e crédito de carbono: qual é a diferença?

      Essa pergunta é muito frequente e uma das principais confusões relacionadas ao mercado de carbono.

      De forma breve, uma permissão concede o direito de emitir uma determinada quantidade dentro de um mercado regulado. O crédito, por outro lado, representa uma redução, retenção ou remoção comprovada.

      No Brasil, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões prevê dois ativos principais: 

      Cota Brasileira de Emissões — CBE 

      A CBE representa o direito de emitir 1 tCO₂e no âmbito do SBCE. Esse direito será outorgado pelo órgão gestor, de forma gratuita ou onerosa, conforme as regras estabelecidas pelo Plano Nacional de Alocação.

      É importante destacar, portanto, que a CBE não representa uma redução ou remoção de emissões. Trata-se de uma permissão para emitir, enquanto o crédito de carbono está associado a uma redução, retenção ou remoção de gases de efeito estufa. 

      Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões — CRVE 

      O CRVE representa a redução ou remoção efetiva de 1 tCO₂e reconhecida e registrada no âmbito do SBCE.

      Para que essa redução ou remoção seja convertida em um CRVE, o projeto deverá atender a metodologias credenciadas e passar por procedimentos de mensuração, relato e verificação (MRV) aceitos pelo sistema brasileiro. Esse processo busca assegurar a qualidade, a integridade e a rastreabilidade dos créditos reconhecidos pelo SBCE.

      Vale lembrar que um crédito de carbono já existente no mercado voluntário não se transforma automaticamente em um CRVE. Para ser reconhecido no âmbito do SBCE, ele deverá cumprir os critérios e requisitos estabelecidos pelo órgão gestor.

      Como funciona o mercado regulado de carbono no Brasil? 

      O mercado regulado brasileiro foi instituído pela Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. 

      O SBCE adota o modelo cap-and-trade e deverá estabelecer limites, regras de monitoramento e obrigações para as instalações e fontes reguladas. 

      A legislação prevê diferentes obrigações conforme o volume anual de emissões: 

      Esses limites estão relacionados às instalações e fontes reguladas, e não apenas ao porte econômico ou ao faturamento da empresa. Além disso, poderão ser alterados conforme as regras previstas na própria legislação. 

      O SBCE ainda depende de regulamentação para definir elementos como cobertura setorial, metodologias, Plano Nacional de Alocação, distribuição das CBEs, reconhecimento de CRVEs e períodos de compromisso. 

      Como essas regras evoluem ao longo do tempo, reunimos as informações mais recentes em nosso artigo sobre as atualizações do mercado de carbono no Brasil.

      O que significa MRV? 

      Mencionamos essa sigla no item anterior, mas agora vamos nos aprofundar no conceito. MRV é a sigla para “Mensuração, Relato e Verificação”, embora alguns documentos também utilizem o termo “monitoramento” em vez de “mensuração”.

      Os três elementos funcionam de maneira integrada e são fundamentais para garantir que as informações sobre emissões, reduções e remoções de gases de efeito estufa sejam confiáveis, verificáveis e rastreáveis:

          • Mensuração ou monitoramento: identifica as fontes e quantifica as emissões, reduções ou remoções; 

            • Relato: organiza e apresenta as informações conforme critérios e formatos definidos; 

              • Verificação: avalia de maneira independente a consistência dos dados, dos cálculos e das evidências. 

            No mercado regulado, o MRV permite determinar quanto uma instalação efetivamente emitiu e, a partir desses dados, identificar os ativos necessários para a conciliação de suas emissões.

            Já nos projetos de créditos de carbono, o MRV desempenha um papel igualmente importante: é por meio dele que se verifica se as reduções, retenções ou remoções de gases de efeito estufa declaradas pelo projeto de fato ocorreram e podem ser comprovadas.

            Em ambos os casos, mensurar, relatar e verificar os dados é essencial para dar transparência ao processo e assegurar que os resultados apresentados sejam confiáveis. Por isso, o MRV está entre os principais pilares técnicos da integridade e da credibilidade dos mercados de carbono.

            Para entender ainda mais sobre este assunto, convidamos à leitura de outro texto informativo de nosso blog sobre o sistema de MRV aplicado à estratégia de sustentabilidade.

            Como são gerados os créditos de carbono? 

            Os créditos de carbono são originados por projetos ou programas que comprovam a redução, retenção ou remoção de gases de efeito estufa segundo uma metodologia reconhecida. 

            A existência de um projeto ambiental, porém, não significa que ele possa gerar créditos automaticamente. É necessário estabelecer uma linha de base, monitorar os resultados e passar por processos de validação, verificação independente, emissão e registro. 

            Esses projetos podem envolver conservação e restauração florestal, agricultura e manejo do solo, energia renovável, eficiência energética, tratamento de resíduos, captura de metano e outras atividades elegíveis. 

            A integridade dos créditos depende de critérios como adicionalidade, quantificação consistente, permanência, salvaguardas socioambientais, verificação independente, rastreabilidade e prevenção da dupla contagem. 

            Para conhecer todas as etapas desse processo, consulte nosso artigo sobre como são criados os créditos e as compensações de carbono

            Como funciona o trading de carbono? 

            Trading de carbono é a negociação de ativos relacionados às emissões de gases de efeito estufa. Na prática, envolve a compra, a venda e a transferência desses ativos entre diferentes participantes do mercado.

            No mercado voluntário, as negociações envolvem principalmente créditos de carbono. Já nos mercados regulados, podem incluir permissões de emissão e outros ativos reconhecidos pela regulamentação. Em todos os casos, entender a origem, as características e a finalidade de cada ativo é fundamental para uma negociação segura e transparente.

            De maneira simplificada, o processo de trading pode seguir estas etapas:

                • os créditos ou outros ativos são emitidos e registrados;

                • os ativos são disponibilizados para negociação;

                • o comprador avalia o projeto, a origem e as características dos créditos;

                • as partes definem quantidade, preço e demais condições comerciais;

                • a titularidade dos ativos é transferida para o comprador;

                • quando utilizados para uma finalidade climática, os créditos são aposentados, deixando de estar disponíveis para novas transações.

              A negociação pode acontecer de diferentes formas: diretamente entre o projeto e o comprador, por meio de intermediários ou em plataformas e marketplaces especializados. Independentemente do canal, transparência, rastreabilidade e informações confiáveis são elementos importantes para dar segurança às transações e preservar a integridade dos ativos.

              Carbonfair, por exemplo, conecta empresas a projetos ambientais e permite selecionar, adquirir e aposentar créditos com rastreabilidade.  

              É importante diferenciar as plataformas de negociação dos registros. As plataformas aproximam compradores e vendedores, enquanto os registros mantêm informações sobre a emissão, a titularidade, a transferência e a aposentadoria dos créditos. 

              Para aprofundar o tema, consulte nosso artigo sobre trading de carbono: como comprar e vender créditos na prática

              O que significa aposentar um crédito? 

              A aposentadoria é a retirada definitiva do crédito de circulação. 

              Enquanto está disponível no mercado, o ativo pode ser transferido entre participantes. Quando é utilizado para uma finalidade climática declarada, deve ser aposentado no registro correspondente. 

              Esse procedimento impede que se negocie ou utilize o mesmo crédito mais de uma vez. Assim, a aposentadoria é uma etapa fundamental para evitar a dupla utilização do ativo e comprovar sua destinação.

               

              Como uma empresa pode participar do mercado de carbono? 

              As organizações podem participar de diferentes maneiras. Para especificar cada uma delas, preparamos uma lista detalhada a seguir. 

              Como empresa regulada 

              Empresas enquadradas em um sistema regulado precisarão monitorar, relatar e verificar suas emissões, além de apresentar os ativos exigidos para a conciliação. 

              Como compradora de créditos 

              Uma organização pode adquirir créditos voluntariamente para apoiar projetos climáticos ou compensar determinadas emissões residuais. 

              Como desenvolvedora ou financiadora de projetos 

              Qualquer empresa pode desenvolver, financiar ou apoiar iniciativas elegíveis para geração de créditos, desde que cumpram rigorosamente as metodologias aplicáveis.

              Como fornecedora de soluções de baixo carbono 

              A expansão da precificação pode aumentar a demanda por eficiência energética, fontes renováveis, eletrificação, combustíveis de menor emissão, tecnologias de monitoramento e outras soluções climáticas. 

              Como integrante de uma cadeia de valor 

              Mesmo sem obrigação direta, uma empresa pode ser afetada pelas exigências de clientes, financiadores, investidores e parceiros comerciais que precisam conhecer e reduzir as emissões de sua cadeia. 

              Como as empresas podem se preparar? 

              A preparação começa muito antes de qualquer obrigação de comprar ou apresentar ativos para atender expectativas de stakeholders ou cumprir com legislações. 

              Vejamos algumas das principais estratégias e vantagens competitivas.

              1. Elaborar um inventário de emissões 

              O primeiro passo é identificar e quantificar as fontes de gases de efeito estufa. 

              Um inventário de emissões deve estabelecer limites organizacionais e operacionais, metodologias, responsabilidades, fontes de dados e processos de controle. 

              2. Avaliar as emissões por instalação 

              Em mercados regulados, as obrigações podem ser aplicadas às instalações e fontes. Por isso, um número corporativo consolidado pode não ser suficiente para confirmar o enquadramento. 

              Empresas com várias unidades precisam compreender quanto cada operação emite e como os dados estão organizados. 

              3. Estruturar processos de MRV 

              Sem dúvida, é a organização que deve definir quem coleta, revisa, aprova e armazena as informações. 

              Também é muito importante manter documentos de origem, critérios de cálculo, controles internos e históricos das alterações realizadas. 

              4. Melhorar a gestão dos dados 

              Vale dizer que planilhas isoladas e informações dispersas dificultam a consolidação, a rastreabilidade e a verificação. 

              Por essa razão, sistemas de gestão podem e devem centralizar evidências, acompanhar unidades e períodos e diminuindo consideravelmente o risco de inconsistências e contradições que possam atrapalhar o processo em algum ponto.

              5. Desenvolver um plano de redução 

              Depois de conhecer suas emissões através de instrumentos como o inventário, por exemplo, a empresa deve identificar oportunidades de redução, estimar custos, definir responsáveis e priorizar investimentos. 

              Um plano de descarbonização pode incluir eficiência energética, substituição de combustíveis, eletrificação, fontes renováveis, mudanças de processo, logística e gestão de fornecedores. 

              6. Acompanhar regras e critérios de mercado 

              Para a obtenção de uma operação fluida e dentro dos padrões desejados, as empresas precisam monitorar a regulamentação, os padrões de integridade e os critérios aplicáveis às alegações climáticas.

              7. Avaliar os ativos antes da aquisição 

              Uma dica importantíssima: antes de adquirir créditos, é recomendável analisar o projeto, a metodologia, o registro, a verificação independente, os riscos, os benefícios socioambientais e a forma de aposentadoria.  


              Quais são as oportunidades do mercado de carbono? 

              A expansão do mercado de carbono pode abrir novas oportunidades para empresas e organizações, especialmente para aquelas que incorporam a agenda climática à estratégia do negócio.

              Entre os possíveis benefícios estão:

                  • redução da exposição aos custos e à volatilidade do preço do carbono;

                  • aumento da eficiência operacional;

                  • acesso a linhas de financiamento climático;

                  • desenvolvimento de projetos elegíveis para geração de créditos;

                  • criação de novos ativos e oportunidades de negócio;

                  • valorização de soluções e tecnologias de baixo carbono;

                  • fortalecimento da posição da empresa em suas cadeias de valor;

                  • melhoria da qualidade e da gestão dos dados climáticos;

                  • antecipação a exigências regulatórias e demandas do mercado.

                Nesse cenário, o carbono deixa de ser um tema restrito à área ambiental e passa a integrar decisões estratégicas do negócio, desde investimentos e processos produtivos até a escolha de fornecedores, o desenvolvimento de novas soluções e a gestão de riscos.

                Quais são os principais riscos? 

                Certamente, a participação no mercado de carbono também envolve riscos que precisam ser considerados e avaliados de forma transparente.

                Para facilitar a compreensão sobre como esses riscos podem afetar diferentes segmentos e quais fatores merecem maior atenção por parte das empresas, elaboramos o quadro explicativo a seguir.

                Por este motivo, entre outros, as decisões sobre ativos e alegações climáticas devem envolver as áreas de sustentabilidade, jurídica, financeira, riscos, governança, comunicação e operações. 

                Perguntas frequentes sobre mercado de carbono 

                Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO₂? 

                Geralmente, um crédito representa 1 tonelada de dióxido de carbono equivalente, ou 1 tCO₂e. Essa unidade inclui o CO₂ e outros gases de efeito estufa convertidos segundo seu potencial de aquecimento global. 

                Toda empresa precisa participar do mercado regulado? 

                Absolutamente. A participação obrigatória depende das regras e dos limites estabelecidos por cada sistema. Empresas não reguladas também sofrem indiretamente por clientes, investidores e cadeias de valor. 

                Uma empresa que reduz emissões pode vender créditos? 

                Não automaticamente. A geração de créditos exige um projeto ou programa elegível, uma metodologia, uma linha de base, monitoramento, validação, verificação e registro. 

                Portanto, no mercado regulado, a empresa poderá negociar ativos excedentes conforme as regras de alocação e conciliação do sistema. 

                Comprar créditos reduz o inventário da empresa? 

                Normalmente, não. Resumidamente, as emissões devem ser contabilizadas no inventário conforme a metodologia utilizada. Igualmente, apresenta-se a utilização de créditos separadamente, demonstrando os ativos destinados às emissões consideradas.

                O mercado voluntário deixará de existir? 

                Não. Os mercados regulado e voluntário possuem finalidades diferentes e podem coexistir. O reconhecimento de créditos voluntários em um mercado regulado dependerá das regras específicas do sistema. 

                Usa-se qualquer crédito no SBCE? 

                De forma alguma. Para ter reconhecimento como CRVE, o ativo deverá atender às metodologias e aos critérios estabelecidos ou aceitos pelo órgão gestor do SBCE. 

                O preço dos créditos de carbono é sempre igual? 

                Não. O preço pode variar conforme o tipo de projeto, metodologia, localização, período de geração, benefícios socioambientais, riscos, oferta, demanda e percepção de qualidade.

                O que verificar antes da compra? 

                Objetivamente, a empresa deve analisar o projeto, a metodologia, o padrão, o registro, a verificação independente, a adicionalidade, a permanência, as salvaguardas e a forma de aposentadoria.

                Como a Eccaplan pode apoiar sua empresa 

                Primeiramente, a participação no mercado de carbono começa pela qualidade das informações. 

                Por isso, a Eccaplan apoia organizações na elaboração de inventários de emissões, estruturação de processos de MRV, gestão de dados climáticos, desenvolvimento de planos de descarbonização e definição de estratégias para participação nos mercados de carbono. 

                Nesse sentido, conectamos empresas a projetos ambientais e apoiamos a aquisição e a aposentadoria rastreável de créditos por meio da Carbonfair

                Mais do que comprar ou vender ativos, atuar de forma estratégica no mercado de carbono significa conhecer as emissões, reduzir riscos, priorizar investimentos e incorporar a transição climática às decisões do negócio. 

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